terça-feira, 21 de março de 2017

É...

Já sentiu medo?
Os medos revelam muito sobre nós, mais do que imaginamos.
Aos 3 anos, eu tinha medo do escuro.
Aos 5, tinha medo da minha mãe me abandonar.
Aos 9, tinha medo de sentir dor, qualquer dor.
Aos 11, tinha medo do passado.
Aos 15, tinha medo do futuro.
Hoje, ainda tenho muitos medos, alguns antigos, alguns novos, outros renascidos.
Tenho medo de sentir dor, qualquer que seja. Tenho medo de sair de noite sozinha. Tenho medo do futuro, outro futuro.
Hoje, tenho medo de me apaixonar por ele de novo. Tenho medo do desconhecido (apesar de adorá-lo). Tenho medo...
Apesar dos muitos temores, sempre os encarei por mais pesar dos apesares. Afinal, é como dizem... se der medo, vai com medo mesmo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

intenso

É difícil lembrar do quão intenso era todos os meus sentimentos por ele, quando os sentimentos já não existem mais e a única coisa que restou foi a lembrança de um peito apertado e lotado de tanta coisa e confusão.
É difícil lembrar de quanto alguma coisa doeu da forma e intensidade com que realmente doeu, eu apenas me lembro que doeu muito.
É difícil dizer quanto sem chão eu fiquei, sem ar que estive e com as pernas tremulas eu estava de forma a relatar a realidade, pois nem mesmo eu lembro a intensidade.
Descobri que a gente não consegue quantificar algo que já se foi, que já passou e que já acabou, apenas o que estamos sentindo, vivendo, respirando.
Ele foi intenso sem ser, foi intenso no antes, no durante e no depois.
Hoje sua intensidade é no vazio que deixa. Deixa o dia a dia mais vazio sem suas mensagens, me deixa vazia sem a inspiração que desperta em mim, deixa meu coração vazio sem todo aquele sentimento, talvez amor, que eu sentia e hoje já não sinto mais.
Foi tanto tempo sem a intensidade de sua presença que eu achava que ela estava sumindo, mas não, ela apenas foi substituída, por outro tipo dela.
Era tanto vazio que eu tinha medo de quando olhasse de novo naqueles olhos tudo voltasse instantaneamente a transborda, a sufocar, a não caber dentro do peito. Tinha medo que com um simples olhar ou um mero 'olá' a falta de chão, de ar, de espaço no peito voltassem, mas não voltaram.
Ainda bem, ou ainda pior.
Bem, porque aquela sensação de dependência fazia mal e só hoje eu vejo isso. Bem, porque mostra que mudei. Pior, porque eu sinto falta dela, eu sinto falta de amar, eu sinto falta de transbordar.
Procuro em outros beijos, o gosto dele.
Procuro em outros jeitos, o caminhar dele.
Procuro em outros olhares, aquela sensação que eu sentia ao olhá-lo.
Procuro nos outros sua intensidade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Alguns pensamentos

É o tempo realmente não para. Só para com um beijo, com um suspiro ou com a falta dele.
Quanto tempo faz que eu estava sonhando acordada, quanto tempo que eu sonhava com ele, que eu sonhava com o beijo dele.
Hoje, olhando para o passado fico feliz, me sinto meio boba, mas não me arrependo. Acho engraçado que pra mim aquilo era amor, hoje amor é outra coisa, mas não tira a legitimidade do meu sentimento.
Amor pra mim hoje, com certeza não é o mesmo que será amanhã e certamente não é o que foi ontem.
Amor é reciproco, se não é reciproco não é amor. Amor existe a dois, não a um. Um é paixão, dois é amor.
Fico triste por não conseguir mais escrever como escrevia, fico triste que ele tenha sido minha última inspiração, e que como já não faz mais parte da minha vida, as palavras também não.
São poucos os momentos que sinto vontade de escrever (como estes), mas na maioria, sou incapaz de colocar no papel o que estou sentido, passo minutos olhando as teclas ou a caneta em minhas mãos e nada sai de meus dedos.
Cartas, sim, essas eu adoro escrever, essa não tenho problema, espero que um dia eu tenha coragem de mandá-las, como já tive coragem de publicar os textos, entrega-los e expô-los.
Prometo manda-las no dia em que o tempo parar.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Feliz "Pequenas Loucuras" pra você!

Como o tempo voa

Escrito em 26 de novembro de 2013 (adaptado)

Acordei às cinco da manhã com o despertador tocando um música estridente e irreconhecível. O dia estava estava escuro e meio frio. Meu corpo pedia por mais cinco minutos, e o sono me impedia de levantar, não queria acordar, mas não tinha escolha. Levantei, me olhei no espelho e via algo diferente, muito diferente, que me trazia um frio na barriga.
Era dia 29 de novembro, chegava ao fim o segundo ano do ensino médio. Quem diria que o tempo passaria tão rápido, a mudança de escola, o primeiro e o segundo ano já eram. Mas aquele dia, não era um dia qualquer de fim de ano, naquele dia completava dois anos desde que eu tinha me declarado pra você.
Em um primeiro instante não me recordava que aquele era o respectivo dia em que eu cometi tal loucura de abrir meu coração pra você e inconscientemente por algum motivo e fui pra aula com você na cabeça. Foi sentada no busão olhando o céu escuro, que aos poucos era tomado por tons claros de azul, amarelo e laranja, que me veio a tona as memórias daquele dia, das quais me recordava como se tivessem acabado de acontecer. Percebi há quanto tempo você não dominava mais meus pensamentos, nem me visitava mais nos meus sonhos.
Onde estaria você naquele mesmo momento? Onde estaria seus pensamentos? E com quem estaria seu coração? O que acontecera com você nesses dois anos? Entrou na faculdade? Achou A menina?
Ainda não eram nem seis horas da manhã e já tinham passado tantas lembranças na minha cabeça. Me lembrei de algumas  conversas sem sentido que tivemos e risadas sem fim que demos juntos, lembrei até de brincadeiras bobas, provocações idiotas e o quão grande ficava meu sorriso quando você me chamava para dar "Bom dia",
Algo inevitável era que nós mudássemos de maneira física,  psicológica e ideológica, mas reconheço que algo que não mudou em mim nesses dois anos foi a minha loucura e impulsividade.
Fui pra aula como sempre, nada tinha mudado, só você que querendo ou não, entrou na minha vida de novo. Aquele dia estava abafado, quente com sol radiante e demorou a passar, passando da forma mais lenta do mundo. As pessoas gritavam no corredor, pulavam e comemoravam, finalmente chegavam ao terceiro ano. Eu, sinceramente, estava feliz, mas é uma felicidade sem explicação, meio sem razão.
Quando a aula acabou não tive duvidas do que eu deveria fazer, e mais uma vez, por sua causa, fui atrás de uma loucura, pulei de cabeça de um penhasco sem olhar para baixo. Com você atormentando meus pensamentos o dia todo e minha impulsividade circulando nas veias, fui atrás de você, mesmo sem saber onde você estaria, mesmo que pra isso tivesse que atravessar a cidade, andar de baixo da chuva ou bater na porta da sua casa. Por que eu estava fazendo isso? Nem eu sei.
Sabia que não te acharia na escola onde nos conhecemos. Sem pistas resolvi procurar por algo no Facebook, quem sabe isso me ajudasse. Entrei no seu perfil e achei! Local e curso da facudade.
Decidi então, por impulso ir até lá, cruzando os dedos pra te achar. Não pensei no depois nem o que viria pela frente, fui inconsequente, mas apaixonada. Estava decidida e ali naquela hora a única coisa que importava era te encontrar.
Mas qual a garantia que você estaria lá, naquele dia e horário? Era loucura demais. Precisava de mais informações, mas era quase impossível consegui-las, ai se ainda fossemos amigos. Amigos. Era isso, peguei meu celular e liguei para o Henry um antigo amigo seu, mantive contato com ele, mas não sabia se vocês continuavam amigos.
Piii - que loucura - piii - melhor eu desistir - piiii -
"Alô?"
"Oiii, Henry, tudo bem? é a Carol"
"Oi! Tudo e você?"
"Também, diga, aconteceu alguma coisa?"
"Quer me fazer um grande favor?? Me ajudaria muitoo"
"Ahh, claro, desde que você não me peça pra fazer alguma loucura da qual eu vá me arrepender depois"
"Então... Você tem falado com o Gabriel?
"Sim, por quê?"
"Ele estuda de manhã, de tarde ou de noite?"
"De tarde, mas me explica o que tá acontecendo! "
"Te explico depois, na verdade se tudo der certo você vai ficar sabendo, obrigada mesmo mesmo, bjks depois te falo"
"Ok então, boa sorte seja lá o que for fazer"
Até aí eu acho que você já entendeu o que eu planejava, e foi exatamente o que eu fiz.
Do meu colégio fui direto para a sua faculdade, que aliás não era muito longe.
Cheguei, parei na frente do prédio e sentia o meu coração bater na ponta de meus dedos. Mas e ai? O que eu faria? Ir até lá qualquer um pode ir, minhas decisões dali em diante que seriam decisivas. 
Você podia estar em aula ou ter faltado, poderia nem lembrar que eu existo ou estar namorando. Mas mesmo assim, era tarde demais. Tarde demais para ter ido atrás de você, tarde demais para lutar por esse amor dessa forma, e bota tarde nisso, dois anos. 730 dias desde o último olhar, da última conversa. Foi ali, toda suada da correria e da adrenalina, quase chorando, que bateu um arrependimento de não ter voltado, de não ter insistido um pouco mais, de não ter ido atrás de você na semana em que me declarei, de não ter mandado uma mensagem. Um arrependimento inigualável.
Sentei na calçada para recuperar o fôlego e uma lágrima escorreu do meu rosto. Não queria chorar naquele momento, ficar parecendo uma idiota perdida chorando no meio da rua. Mas afinal qual seria o pudor? Os estranhos, os corações de pedra, me julgariam, me olhariam, me encarariam, mas naquela hora não deu pra segurar a dor que esmagava meu peito.
Quando fui ver já eram 18h16, tinha que voltar pra casa antes que viessem atrás de mim.
Fui caminhando devagar até o ponto. Enquanto esperava o ônibus vi algumas pessoas passando e saindo do prédio,  sem admitir pra mim mesma, eu te procurava em meio a multidão, mas você não estava lá.
Voltei pra casa naquela noite, mas não sonhei, não fiz nada, só fui dormir com você na cabeça.
Ainda que tivessem acabados as aulas ainda tinha pela frente uma semana de provas, que sem dúvidas for a pior e mais torturante de todas. 
Finalmente no último dia, última prova tudo se encaminhava para que eu pudesse então, sem dúvidas e preocupações gritar "rumo ao terceiro!". Naquela semana você não saiu da minha cabeça, não me deixou em paz. Se eu repetisse de ano a culpa era sua.
Ao fim daquele dia, na saída, eu me despedia de alguns amigos, combinávamos de nos encontrarmos nas férias, fazíamos planos e marcávamos festas e saídas.
Já estava indo embora, acompanhada de duas amigas, que atravessei as portas de vidro e descendo as escada, com o olhar baixo pra não cair, senti um cheiro que não me era estranho, um cheiro que despertava borboletas no estômago, esse cheiro, era o seu cheiro. Ignorando esse fato, talvez por medo de olhar e ser você, ou pior ainda, olhar e ver que não era você, mantive a cabeça baixa. Ao meu ver na calçada, tive de levantar o olhar e com frio na barriga, e o coração na mão, vi, vi que não era coincidência não, você estava lá.
Parei e virei pedra, pisquei algumas vezes pra ter certeza de que aquilo não era ilusão de ótica. Por alguns segundos perdi os sentidos e minhas amigas viram minha reação repentina e não entenderam nada, não tinham ideia tudo que se passava pela minha cabeça. Elas não te conheciam, não sabiam de você, não sabiam seu rosto, seu jeito, seu cheiro, seu perfeito imperfeito.
Perguntaram então:
"Carol, você tá bem?"
Não respondi.
"Terra chamando Carol"
"Vão indo encontro vocês no shopping" eu finalmente respondi
"Por que?"
"Esqueci, tenho que resolver uns problemas antes"
Elas seguiram e você se aproximou, estava com o mesmo olhar, só que mais profundo, seu físico não mudou muito só estava mais definido, mas seu cheiro, seu jeito de andar, esses ainda continuavam os mesmos.
"É Carol, você não respondeu, está tudo bem?"
Ouvir aquela voz, que a tanto tempo não ouvia, que já nem lembrava mais, ouvi-la me tirava o ar.
"Si-sim" respondi ainda me recuperando
"E ai? Quanto tempo! Quer dizer que você realmente está aqui! Sobreviveu"
"Oi" eu parecia boba e você não estava facilitando e já não parecia mais tão tímido como antes.
Você se aproximou e me deu um abraço, demorei uns 5 segundos pra retribuir. Foi tão bom, tão aconchegante quanto o último. E de repente caiu à ficha do que estava acontecendo. 
Sem mesmo perguntar como você estava logo disparei:
"O que está fazendo aqui?"
"Vim te visitar! Matar a saudades, fazer o que devia ter feito há 2 anos, e vim agradecer o pequeno gesto de loucura"
"Fazer o quê? Gesto de loucura? Não estou entendendo nada"
Nessa hora eu estava entregue, você só precisou me segurar mais firme. É, foi, você me pegou de jeito e da forma mais perfeita e me deu um beijo, parecia sonho.
"Ei ei" eu cai em mim "O que está acontecendo? Não estou entendendo nada, você reaparece do nada, me beija, fala de loucura, gesto, quê? Isso tudo é real?"
"Quer que eu te prove que é real?" falava com um sorriso engraçado
"Uhum"
E você me beijou novamente.
Depois disso entrei no mundo da fantasia dos meus 14 anos novamente, de volta aquela época que sonhava com o impossível, na volta do colégio você me explicou o que estava acontecendo.
Você disse que estava confuso na época, que não sabia se isso era bom nem se era certo, mas que com o tempo as coisas esfriaram porque eu sumi. Aquele dia na sua faculdade, você tinha me visto entrando no ônibus e achou estranho, além disso, o Henry contou pra você que eu tinha ligado pra ele e juntos vocês deduziram o que eu ia fazer, então você decidiu vir atrás de mim.
Jamais tinha me sentido tão feliz quanto naquele dia, você me contou tudo o que tinha acontecido desde o dia 29 de novembro de 2013. Dia em que eu me declarei.

sábado, 10 de outubro de 2015

Fantasma

Já disse milhares de vezes que isso é loucura, todos já sabem, inclusive eu, mas não e racional.
Qual o sentido em amar alguém que não te ama? Querer alguém que não te quer? Correr atrás de alguém que está correndo de você?
Todo dia acordo e digo a mim mesma que vou parar, vou seguir em frente, que não vou mais pensar nele, mas todo dia quando acordo, saio na rua, meu coração fica procurando a cada esquina seu olhar no rosto das pessoas com quem cruzo.
Apesar de estar bem, sinto que estaria melhor com você ao meu lado.
De todos esse sem dúvida foi o amor mais platônico que tive e que agora é platônico fantasma, é como amar alguém que eu nem de fato sei se existe,
Quero poder me soltar desse sentimento que nem sei o que é, se é saudade, ou amor, solidão ou perseguição. Quero poder me apaixonar de novo. Porém mesmo que eu procure outro amor, ele é quem sempre será o parâmetro, ele é quem será o modelo, o minimo que eu espero. Minimo bem alto, minimo bem gato, minimo bem gostoso, minimo bem fofo, minimo bem ele.
Tenho me prendido a essas lembranças e sentimento, pois foi a única coisa que sobrou de ele e de mim mesma depois que ele invadiu a minha vida, é a única coisa que sobrou da boba apaixonada.
Os sentimentos já não são iguais a antes, menos intensos, mas ainda vivos. 
Ainda tenho meus valores de amor:
1. Penso que se é de verdade, não importo o que aconteça, quem ama NUNCA desiste, por mais que ame outra pessoa, a gente nunca desiste, nem depois de 30 anos, se reaparecer e pode reaparecer, fodeu.
 2. Se faz sentir, faz sentido.
3. Se é forte, é o bastante para guiar.
4. É o que me faz viver

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

21 de setembro



Sem palavras pra descrever como foi te tocar, te experimentar, descobrir seu gosto e respirar seu cheiro! E apesar dos apesares a magia se mantem a mesma.
Guardei você e as lembranças no lugar mais especial do meu coração.
Mas pois é, o tempo passa e passou rápido quem diria. Em parte queria que não tivesse passado e outra parte fica feliz que tenha sido rápido.


Tirando as músicas que ainda fazem doer, e os momentos que me fazem lembrar só sorrio ao pensar em você.
Um ano depois, tanta, mas tanta coisa está diferente. Você longe, feliz, numa nova vida, numa nova história. Eu aqui, seguindo, numa corrida, contra o tempo e contra as lembranças.

Obrigada pelo melhor 21 de setembro de todos

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Se tivessem me dito

Ninguém disse que seria fácil e o pior de tudo é essa sensação que me faz sentir idiota.
Me apeguei a um sabor que só experimentei uma vez, me prendi a uma presença inexistente, enlouqueci por um cheiro que jamais vou esquecer, me agarrei a uma esperança que tomou conta de mim. 
Ninguém disse que seria fácil.
Não sei se foi ele ou se foi a ilusão que quebrou meu coração. 
Acreditei que tudo era real.
Mas ninguém disse que seria como imaginei.
Sei que foi só um beijo, sei que foram apenas palavras, sei que pra ele não foi nada.
Mas ninguém disse que seria tão difícil.
Só não dói o quanto achei que doeria porque ele está feliz.
Vejo nele o mesmo sorriso, o mesmo perfeito imperfeito, mas que diferente do que eu esperava não brilha por minha causa, mas brilha de um jeito que jamais vi, assim vejo que está feliz, vejo que faz sentir.

E se faz sentir, faz sentido.